Amanda Cursino é uma ceramista carioca, nascida na Zona Oeste do Rio de janeiro, Brasil.
Suas peças surgiram com a vontade da desconstrução da estética comum com sua perfeição insípida e ilusória.
Tendo trabalhado como designer de moda e também com cenografia para teatro, acabou percebendo que a cerâmica poderia ser todo esse mundo também.
O clima antes do espetáculo, a dramaticidade, tudo isso se mesclava com a sua personalidade.
Começou a forjar o barro tentando sempre obedecer mais a intuição, resultando em peças que não tem um compromisso com a simetria.
Muitas delas saíram de momentos felizes, tristes e complexos.
Também leva nas fornadas uma mensagem política, sobre ser uma pessoa negra mestiça e como isso tudo influencia nas experiências em sociedade.
As cerâmicas possuem muitas referências de países africanos e também do barro brasileiro.
Uma mistura de afrobrasilidade, sempre obedecendo o rústico, intuitivo.
Com marcas dos dedos, paredes grossas e tortas.
Acredita que a cerâmica é algo que você pega com suas mãos e transforma em uma jóia, um objeto que traz junto de si todo o poder da natureza, da transformação, vida e exuberância.
É algo afetivo e especial, que durará para sempre.
Suas cerâmicas trazem as etapas da vida.


